Pra começo de conversa

Tivemos uma resposta muito bacana ao nosso primeiro post! Em forma de likes, comentários, e-mails e também ao vivo. Pelo que vimos, tem muita gente interessada em repensar e reconstruir a internet que se quer.

A vida funciona em ciclos e nós aqui da Contente vivemos constantemente balanceando amor e um certo bode pela internet. Acho que da parte do amor não precisamos falar tanto, né? Os motivos são incontáveis. Já as razões para o bode não são muitas (ainda bem!) e conseguimos numerá-las. Não curtimos muito focar no negativo, mas, ao mesmo tempo, é só com a consciência do que não se quer mais que dá pra começar a mudar.

Não queremos mais:

- Consumir e repassar um looping infinito de links incríveis que no fim acabam sendo sempre os mesmos. Ou seja: um grupo grande de pessoas acaba lendo sempre as mesmas coisas, vendo sempre as mesmas imagens e no fim quase se transforma na mesma pessoa. Queremos voltar a ter tempo de fazer nossas próprias pesquisas e voltar a encontrar ambientes novos e menos visitados na internet. Afinal, para que viver na bolha se podemos sair dela?

- Tratar as pessoas como músicas que escutamos até enjoar. Sabe aquela música que a gente ouve TANTO que uma hora não aguenta mais? Às vezes pode acontecer com pessoas também. Me diga se isso já não aconteceu: você, de repente, “enjoa” de alguém. Acha cada post e cada frase que a pessoa diz uma bobagem sem fim. Como diz minha sócia pernambucana, pega “abuso” de alguém. Acontece que você nem vê essa pessoa no seu dia-a-dia. Você pegou o abuso simplesmente pelo excesso. Se você sofre quando sua música favorita vai parar na novela, não faça o mesmo com as pessoa que você gosta ou admira na internet.

- Seguir pessoas, fanpages ou blogs de conteúdo duvidoso. Aquele momento em que decidimos curtir ou seguir alguma coisa não é muito racional e, de repente, vemos nossas timelines repletas de conteúdo que nada têm a ver com as nossas vidas, com o que queremos ser. Passamos então a consumir diariamente um monte de informações que ou fazem mal ou nada acrescentam. O nosso tempo é valioso demais para ser perdido com o que não vale a pena, não acham?

O que a gente não quer passa um pouco por aí. E o que a gente quer (que é o que mais interessa) é o que vamos tentar fazer por aqui. Pra começar, vamos tentar fazer mais do que falar. Vamos tentar pensar na internet como um arquiteto que tem a oportunidade de construir a casa dos seus sonhos. Você já se perguntou como seria a sua?

Luiza Voll5 Comments