Porque eu deletei o Snapchat

Captura de Tela 2016-05-24 às 1.44.06 PM

Crédito da imagem: twitter.com/slavomier

Tá certo que no quesito redes sociais sou 8 ou 80: não consigo usar moderadamente e só seguir gente legal. Quando tenho vejo bastante e tenho o péssimo hábito de ter que zerar a timeline.

Já faz mais de 3 anos que deletei minha conta no Facebook. O Instagram é a única rede que ainda consegui recuperar algum controle não seguindo tanta gente (500 pessoas vocês acham muito ou pouco?).

Com o Snapchat, a história foi assim: após a dificuldade de aprender a usar (e me sentir com 300 anos de idade por conta disso), me apaixonei. Fiquei viciada em acompanhar os reality shows dos meus amigos e de alguns famosos. Amei saber que minha amiga estava em um aniversário, um outro em uma manifestação e acompanhar as pequenas conquistas diárias dos bebês dos amigos (melhor parte!).

Nossa relação sofreu o primeiro abalo quando tiraram o feature que mostrava a quantidade de tempo que cada pessoa tinha postado no dia (isso me ajudava muito a decidir o que assistir). Depois disso comecei a ver o Snapchat como uma TV: dava o play enquanto fazia alguma outra coisa paralelamente, trabalhava, escovava o dente, cozinhava. Só que, mesmo seguindo pouquíssimas pessoas, era muito tempo para conseguir “zerar a timeline”. E o que aconteceu com fazer apenas uma coisa de uma vez? O snap era um grande inimigo da minha mindfullness. Comecei a me sentir incomodada.

Mas o que me fez decidir deletar o app não apenas temporariamente foi observar meu próprio comportamento ao criar conteúdo ali.

No início do ano, decidi que iria filmar alguns dos momentos especiais. Não era um projeto nem nada, era algo somente para mim (tenho o hábito de fazer alguns vídeos de viagens e momentos especiais para guardar as lembranças mais vividamente). Filmava meu namorado dormindo, a chuva, visitas em casa, a fumaça que sai de uma panela. Depois que comecei a usar o snap parei de fazer isso porque pensei que esse conteúdo seria melhor se fosse compartilhado. Mas no fim vi que deixei de criar uma história que tivesse significado para mim para passar a criar outra que tivesse para os outros. E perdi cenas lindas cheias de significado (pra mim) porque elas eram deletadas no dia seguinte.

Outra coisa que passou a me incomodar foi a vontade imediata que surgia de fazer um snap assim que alguma coisa minimamente legal estivesse acontecendo. Criou uma relação de ansiedade com o telefone e com a bateria. Se eu estava vivendo algo legal e a bateria acabava me dava uma tristezinha. Oi???

Assim como ao sair do Facebook, sinto que estou ganhando mais do que perdendo. Mas queria saber de você, que é fã do Snapchat: me conta por que ama a rede? Por enquanto não volto, mas não deixo de ter curiosidade sobre o que estou perdendo!

Luiza Voll6 Comments