Põe a cara no sol, mona!

 

Como não ficar vendo no repeat esse bordão criado por Natasha Martory? Eu amo. Ele me faz pensar sobre a vida, sobre empreendedorismo, sobre correr riscos, sobre vulnerabilidade. Vamos pensar juntos, sobre o que seria "botar a cara no sol"?

Muitas vezes, fechados em nossos próprios mundos, na sombra bem fresquinha e confortável, deixamos de viver novas experiências, de trocar ideias, de conhecer pessoas novas e até de se queimar, justamente porque não estamos com a cara no sol. É mais seguro e mais fresquinho na sombra. Não existem julgamentos, riscos nem cobranças.

Mas e se a gente quiser brilhar?

Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso. Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. A medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Texto atribuido a Nelson Mandela

Se a gente quiser brilhar, tem que botar a cara no sol. Tem que se expor e se entregar. Para esse post ficar mais prático, vou contar pra vocês o que fazemos aqui na Contente para botar a cara no sol:

  • Pensamos nas áreas que queremos brilhar e fazemos por onde para sermos lembradas quando elas são assunto. Escrevemos artigos, damos palestras, criamos projetos, trocamos ideias e estamos sempre disponíveis para boas trocas profissionais. Note que a maior parte desse trabalho não dá dinheiro, pelo menos não diretamente. É puro esforço mesmo!
  • Pensamos sobre quais partes das nossas vidas vale a pena compartilhar e mostramos muito do que somos e fazemos em nossos canais pessoais, principalmente no Instagram e Snapchat (@daniarrais e @luizavoll). Nossos perfis são abertos para quem quiser seguir. O que é privado simplesmente não entra.
  • Quando queremos que alguma ideia nova aconteça, jogamos ela no sol. Contamos para as pessoas que ela vai acontecer, colocamos uma data para o lançamento e cumprimos esse cronograma... Se você se expõe dessa forma fica mais difícil voltar atrás ou ficar parado no tempo, esperando que algo mágico aconteça. E no final você tem que correr atrás daquilo que disse que ia acontecer pra não passar vergonha, né?

Botar a cara no sol é de alguma forma marcar seu território. É se mostrar verdadeiramente (já falei aqui sobre a minha teoria de que ser verdadeiro poupa tempo!) É comunicar claramente o que você faz e aonde quer chegar. É frequentar cursos, palestras, eventos da sua área. É chamar pessoas que você admira para tomar um café.

Natasha Martory tem apenas razão quando diz que é para poucas a cara no sol, mana. Dá medo, né? Requer coragem ir para o sol.

Mas, sei lá, penso que se você quer ser reconhecido em alguma coisa, tem que botar a cara no sol. Note que o que estou falando é bem diferente de simplesmente aparecer! Não é de forma alguma se expor sem propósito, mas sim com a intenção de quem sabe o que quer comunicar e sabe aonde quer chegar. E pode ser mais fácil do que você imagina! Você pode começar se inscrevendo em um curso, conversando com mais pessoas, começando um blog, canal no Youtube, perfil no Instagram ou no Snapchat. As possibilidades são infinitas!

Pense sobre o que seria botar a cara no sol na sua vida/profissão e corra pra esse lugar tão perigoso quanto quentinho. Chega de sombra.

Luiza Voll7 Comments