Como a internet mudou a conversa sobre assédio no Brasil?

"A revolução será hashtagueada: como a internet mudou a conversa sobre assédio no Brasil”

Este foi o tema do encontro de abril deste ano da série #ainternetqueagentequer. Falar sobre assédio não é simples, e o assunto pode ser muito doloroso. Ficamos felizes em perceber que criamos junto com vocês um ambiente em que muitas mulheres puderam se manifestar livremente - sentindo-se, ao mesmo tempo, acolhidas por todo mundo que estava ali na Unibes Cultural.

Se você esteve com a gente, por favor dê o seu feedback. Vamos adorar ler ou ouvir você.

Veja um pouco do que aconteceu no evento:

Junto com o Coletivo Amapoa, produzimos um vídeo que mostra um pouco do evento.

Nosso talentoso amigo Diego Lopez criou, com a ajuda da querida Juliana Morganti, a facilitação gráfica da conversa. Um painel em que podemos ver alguns dos principais pontos que debatemos. Veja:

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Além disso, juntas criamos uma lista de atitudes para criar #ainternetqueagentequer quando o assunto é assédio. Estas foram algumas das respostas:

  • Falando, publicando, dialogando;
  • Ler mulheres, falar com - e sobre - mulheres, seja sua mãe ou a Taylor Swift;
  • Não ter medo de se posicionar e mostrar que o assédio é assunto sério, machuca e pode matar;'
  • Dar nome à violência, pra que nenhuma mulher deixe de reconhecer quando for vítima de uma;
  • Conversar mais com os homens;
  • Ajudar os caras a tirarem suas dúvidas. Dar espaço e acolher perguntas estúpidas;
  • Sair da sua bolha;
  • Nos unir cada vez mais!;
  • Conversar com amor e generosidade com as pessoas que você influencia. Mandar textos, vídeos, posts;
  • Repreender toda e qualquer manifestação de machismo de amigos/conhecidos. Homens e mulheres!;
  • Criar estruturas de ação para que mais mulheres reconheçam a violência e saibam como agir;
  • [Advogados] Colaborar falando sobre as leis, decisões judiciais, atendimento e acolhimento das vítimas e divulgando casos concretos.
  • Mudar a forma com que as leis são aplicadas!;
  • A internet pode ser uma ferramenta de transformação social. Dar voz ao movimento feminista é uma forma de transformação dela.
  • Vamos continuar dando voz a todas!

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