As perguntas que deveríamos começar a tentar responder

Recentemente tivemos a feliz oportunidade de participar de um daqueles eventos que nos trazem muita informação nova e nos deixa motivadas a mudar alguns aspectos da vida. Fizemos a vivência "Inteligência Financeira para Mulheres", da Kind - sobre a qual já falamos aqui. A professora foi a Denise Damiani (por favor, dêem um Google!), que já valeria um texto inteiro, mas nesse post decidi falar sobre um termo específico que ela nos apresentou: autopoiese. Na Wikipédia:

Autopoiese ou autopoiesis (do grego auto "próprio", poiesis "criação") é um termo cunhado na década de 1970 pelos biólogos e filósofos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana para designar a capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios. Segundo esta teoria, (...) um sistema vivo, como sistema autônomo, está constantemente se autoproduzindo, autorregulando, e sempre mantendo interações com o meio, onde este apenas desencadeia no ser vivo mudanças determinadas em sua própria estrutura, e não por um agente externo.

Lendo assim fica um pouco difícil de entender, mas, em poucas palavras, a Denise o descreveu da seguinte forma:

"A autopoiese afirma que um indivíduo é incapaz de mudar apenas com estímulos e exigências externas. Que apenas quando suas estruturas internas se modificam é que seria possível o surgimento de uma mudança. Este conhecimento é libertador, pois passamos a entender que as exigências são inúteis. Mas nem tudo está perdido: se você deseja tentar provocar uma mudança em alguém, pode tentar por meio de perguntas, sempre de uma forma muito amorosa e, é claro, sem julgamentos. Quem sabe, no processo de tentar responder a essas respostas, o indivíduo reflita sobre o tema internamente de uma forma capaz de provocar mudanças em si mesmo?"

Uau! Não faz muito sentido? Pense em como funciona uma sessão de terapia, por exemplo. Pense também em mudanças grandes ou pequenas que podem ter acontecido com você: quantas vezes você mudou porque alguém exigiu que você mudasse versus quantas vezes você mudou porque algo dentro de você permitiu essa mudança?

Desde então fiquei pensando bastante nessas perguntas, "de forma amorosa e sem julgamento".

E se usássemos esse método para incentivar mudanças em nós mesmos?

E se usássemos esse método para incentivar mudanças em coisas que não gostamos na internet?

Quais perguntas faríamos para nós ou para aqueles que:

- Espalham comentários raivosos, que mesmo quando não têm nada de bom para falar precisam se pronunciar, sempre com o intuito de agredir o destinatário? - Que se incomodam quando outras pessoas estão muito felizes, ou simplesmente de férias? - Que seguem e consomem informações e pessoas vazias? - Que copiam conteúdo, ideias e projetos? - Que passam pra frente links e vídeos de preconceito ou violência gratuita? - Que tiram fotos de pratos de comida vazios? (brincadeira!)

Enfim, deu pra entender?

Estou aqui com a cabeça cheia vontade de criar perguntas muito espertas para achar respostas e, talvez, conseguir provocar mudanças mais espertas ainda!

E vocês, quais perguntas fariam para a internet?

Luiza Voll11 Comments