#ainternetqueagentequer: Rafa Cappai, da Espaçonave

A Internet que a Gente Quer _ Template De repente comecei a ouvir o nome da Rafa Cappai em vários lugares: no Instagram, no YouTube, na newsletter da amiga. Também passei a ler depoimentos de gente queria (oi, Buji!) sobre como conhecer a Rafa tinha mudado o rumo de seu trabalho, de sua empresa. Logo fui ver quem era ela, né? E passei a ler sua newsletter, apoiei o crowdfunding do seu livro, "Criativo e empreendedor, sim senhor!", e fiquei de olho no que ela inventa por aí.

A Rafa é atriz, bailarina, comunicadora e empreendedora criativa. Isso tudo mesmo. E seu objetivo de vida é ajudar as pessoas a tirarem ideias do papel e a viverem uma vida com  mais significado. Para isso, uma vez por ano ela dá o curso Decola Lab. Durante todo o resto do tempo, disponibiliza vários conteúdos gratuitamente.

Vamos ver o que ela pensa sobre a internet que a gente quer? :-)

#ainternetqueagentequer por Rafa Cappai, da Espaçonave

A internet que eu quero é diversa. E inclusiva. Um espelho dos milhões (ou seriam bilhões) de jeitos de ser e de viver que o mundo e a humanidade contém Existe no mundo? Tem que estar na Internet. Mas não só estar. Tem que estar e poder ser. Merecer respeito. Aceitação. Porque a internet que eu quero aceita o que é diferente. Na verdade, ela é o espaço da diferença. Ela é a vitrine da pluralidade. Da troca, do conhecer e estudar aquilo que está fora de mim (mas que também está dentro). A internet que eu quero gosta da diferença. Ela prospera com a diferença. E, por isso mesmo, a Internet que eu quero é também um ambiente de empoderamento pessoal. Um espaço - seguro - do exercício da autenticidade. Do que é humano. Do que é vulnerável. Do que é espontâneo. De ser quem a gente é. E de ser milhões de jeitos diferentes. A Internet que eu quero é lugar de expressão pessoal criativa. Seja ela qual for. De tocar o mundo ao nosso redor a partir das nossas ideias, sonhos e histórias. A Internet que eu quero é humanizada. É empática. Onde cada vez mais cabe aos humanos aquilo que é o seu melhor papel, que é ser humano. E é por isso que a internet que eu quero respeita o tempo de cada um. Porque a internet que eu quero quer que eu a use, do jeito que for bom pra mim. No meu tempo. No meu ritmo. E eu quero pausas, respiros. E eu quero poder não querer a Internet, mesmo que seja a que eu quero, de vez em quando. A Internet que eu quero é também espaço de educação e conhecimento. De crescimento. De aprendizado. De ensinar e aprender, tudo ao mesmo tempo. E de trocas significativas. Inclusive comerciais. A internet que eu quero é lugar do propósito e do significado. Da busca interna. De criar conexões. Com a gente mesmo e com o mundo, lá fora. A internet que eu quero é um lugar de encontrar iguais e se sentir acolhido. Mas também um lugar de conhecer diferentes e se sentir estimulado. Pra sacar que o mundo vai muito além da nossa própria porteira. A internet que eu quero me deixa abrir comportas que eu nem sabia que existiam. E vai continuar me surpreendendo sempre.

Como eu batalho pra ela acontecer? Através do meu trabalho, principalmente. Buscando ser cada vez mais quem eu sou e ajudando as pessoas a serem também quem já são. Estimulando que expressem seus talentos e histórias usando a Internet como meio de chegar do outro lado, impactando o mundo à sua volta, mas não apenas. Faço isso também adicionando autenticidade e propósito no mundos dos negócios. Trazendo o que é do feminino para universos, à princípio, tão masculinos, como o mundo dos negócio, do marketing, da carreira. Mostrando que a intuição pode ser método, que o afeto pode ser meio. Faço isso também criando conteúdo relevante, que não só toque, mas também eduque. Ensine, mas inspire. Mas também não criando conteúdo demais. Me permitindo ficar calada e apenas ouvir. Preservando o cuidado ao que é humano. Mostrando pra pessoas que o jeito delas é o jeito certo e que na verdade, não há jeito certo em fazer as coisas. Que trocas reais existem na Internet e para além dela. E que parte dessas trocas podem ser comerciais. De gente pra gente. Eu faço isso, acho que diariamente, me perguntando se o jeito que eu faço o meu trabalho dá pezinho pra pessoas ou se faz elas se sentirem mal consigo mesmas. Enquanto eu estiver dando pezinho, acho que estou contribuindo para uma Internet, e um mundo mais legal. Que é o que eu quero.

Quem já passou por aqui:

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani Arrais2 Comments