A internet que a gente quer: Carol T. Moré, do Follow the Colours

carol A Carol T. Moré é uma dessas pessoas que diariamente constrói a internet, fazendo um conteúdo pop sobre arte, design, decoração, gastronomia e viagens, além de tatuagem, que parece ser um hit entre seus leitores. É ela quem comanda o Follow the Colours, site que se expandiu e conta com uma rede de colaboradores, além de ter virado uma loja online também.

Com toda essa experiência, como será que ela responde à pergunta: como é a internet que você quer?

Leiam abaixo a resposta! :-)

#ainternetqueagentequer por Carol T. Moré, do Follow the Colours

Eu ando pensando muito nisso, porque uma das coisas que mais me choca ultimamente são os comentários. Eu procuro sempre por uma internet mais "do bem". Por notícias boas, coisas que inspiram, novidades bacanas, iniciativas que fazem o coração pulsar, conexões que acrescentam algo no nosso dia a dia. Se algo não me agrada ou eu não concordo, não saio falando tudo o que me vêem a cabeça como muitas pessoas fazem. Há de se ter respeito por toda opinião, porque a gente nunca sabe o que o outro pode ter passado ou está passando. Muita gente se esquece que por trás de uma tela ou de um avatar nas redes sociais existe uma pessoa com sentimentos e emoções.

O que poderia ser utilizado para nos ajudar a explorar novos horizontes, ter visões diferentes das nossas e abrir a cabeça, está se mostrando de maneira errada e muitas vezes abusiva. Acredito que a internet veio pra somar, pra ser algo bom, pra encurtar distâncias, te fazer viajar, para você aprender, se inspirar.

Profissionalmente falando, eu queria que a internet fosse mais focada em qualidade e não tanto em quantidade, números, cliques. Hoje, muita coisa de resume a isso e eu não acredito ser só assim. Há inúmeras iniciativas bacanas que mostram isso e é junto com eles que quero estar. A gente também está aprendendo com todo esse movimento online e parece não existir espaço para erros. Existem medos e falhas, sim. Vamos combinar? A vida não é perfeita que nem se mostra no Instagram. Portanto a internet seria melhor se ela fosse mais humanizada, porque ela é feita por pessoas e é para as pessoas. A gente deveria se preocupar mais com o impacto que aquilo pode ter na vida de alguém e não com o tanto de likes que recebe.

Pode soar ingênuo, mas eu quero uma internet onde as pessoas que tem afinidade se ajudem e se respeitem, onde o trabalho de cada um seja valorizado. Eu ainda acredito que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

 Acredito que o meu projeto exista para inspirar as pessoas e dizer: "ei, existem novos caminhos na arte, no design, cultura, decoração, tecnologia, gastronomia e viagens, que tal se informar de uma maneira descolada, sem amarras e tentar?". Existem alternativas diferentes, artistas maravilhosos e talentosos por aí, projetos e inovações de gente que dá duro para crescer.

Eu tento fazer tudo com bastante transparência, amor e com o objetivo de estimular as pessoas através de um conteúdo informativo e divertido. Se posto uma tendência, não é ditando moda, mas sim, querendo mostrar que aquilo pode sim, te dar um caminho caso você queira tentar. Sempre tomo cuidado também com as fontes das matérias, ao dar créditos, em entrevistar novos artistas, dar espaço aos que estão começando, em fazer fotos interessantes, expor ideias e pessoas que merecem divulgação. 

Acho que o FTC fala justamente sobre isso. Sobre essa troca, com pessoas, ideias e leitores tão interessantes como os projetos de vocês. =) 

Quem já passou por aqui:

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Dani Arrais3 Comments