A internet que a gente quer: Thaís, Larissa e Maria, do 65/10

6510 A 65/10 surgiu de um desejo: de melhorar a representação das mulheres na publicidade, tanto nas campanhas quanto dentro das agências. Pra fazer isso, as sócias Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães atuam como consultoras. E também fazem reports maravilhosos, como A revolução delas, sobre o novo comportamento das mulheres brasileiras. Elas também perguntam a mulheres qual conselho elas dariam a uma versão mais jovem de si mesmas (eu já respondi!) e mantém um grupo super ativo no Facebook para discutir boas iniciativas - e as péssimas também.

A gente adora o trabalho delas, então nada mais natural do que fazer nossa famosa pergunta, né?

Leiam abaixo a resposta! :-)

#ainternetqueagentequer por Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, da consultoria 65/10

Às vezes a gente se pega pensando em como seria incrível que na internet a gente não fosse racista, homofóbico, injusto de todas as formas possíveis. Gostaríamos que nela, a gente encontrasse um mundo em que não nos sentíssemos inseguras ao postar algo pessoal, sobre nossos corpos, sobre nossa aparência. Imaginamos como seria um espaço bonito e democrático se não houvesse tanto ódio, tanta vontade de botar outras pessoas para baixo e julgamentos norteados por estereótipos.

Mas a internet é um espelho da nossa sociedade. E como espelho funciona fielmente mostrando nossas virtudes e nossos defeitos. Para que a internet que a gente quer exista, precisamos antes que a sociedade que queremos exista também.

Por isso, desejamos para a internet tudo que desejamos para nossa sociedade: um mundo democrático, livre, sem amarras, onde cada um cuida da sua vida sem julgar a vida dos outros. Queremos uma internet laica, colorida, sem hashtags, palavras e/ou mamilos censurados. Um lugar lindo pra quem reza e para quem não acredita em reza. Um lugar que dê para a moça que escreve bem o mesmo espaço de quem pode pagar para “patrocinar” posts. Um espaço em que ninguém nos diga com que roupa devemos ir ou que tal site não é lugar de “mulher de respeito”. Um palco em que nossa voz não seja mais ouvida do as vozes de outras mulheres que não tiveram a mesma educação, família, cor da pele que nós.

Nós sabemos que não vamos conseguir isso tudo sozinhas. Buscamos nos amigos e na própria internet, gente que melhore nossa visão de mundo, nos mostre soluções, que nos inspire e que nos faça ter mais força de vontade. Por eles - e por nós, claro - tentamos melhorar o mundo ao nosso redor, discutir, aprender com quem nos inspira, entender e dialogar quem nos condena. Tentamos falar e fazer da nossa voz palco para outras pessoas que não só nós mesmas.

Para buscar o mundo que queremos, sabemos que não podemos nos fechar, tentamos sempre nos abrir para conseguir enxergar o que os privilégios que tivemos ao longo da vida tentaram tornar invisíveis.

Quem já passou por aqui:

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani Arrais3 Comments