A internet que a gente quer: Pedrinho Fonseca

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Pedrinho Fonseca usa a internet para fazer conexões reais. Escreve sobre os filhos João, Irene, Teresa e Joaquim na série Do Seu Pai, que também virou livro. Cria projetos como o A Olho Nu e o Coletivo Temporário. E mais recentemente estreou o Minha Palavra, que surgiu por três razões: "O exercício da língua; a vontade de dedicar palavras a pessoas que cruzam meu caminho (e fazem parte dele); a necessidade que tenho de dividir esse espaço (nesta e em quaisquer outras redes) com pessoas que me engrandecem." Foi no @minhapalavra que ele traduziu perfeitamente #ainternetqueagentequer.

Para acompanhá-lo > www.instagram.com/pedrinhofonseca

#ainternetqueagentequer por Pedrinho Fonseca

Te dou minha palavra: a gente só encontra o que quer na internet. Se você busca a violência, ela aparece. Se você busca o futebol, futebol. Se você busca um restaurante, bom apetite. Se você busca a França, voilà. Se você busca sexo, match. Tenho duas amigas que lançaram esta questão: “qual a internet que a gente quer?”. Dani e Luiza, Arrais e Voll, da Contente [elas desenvolvem projetos de conteúdo digital]. Enquanto não sei a resposta para essa pergunta maravilhosa, faço uma busca. Busco passagem quando preciso ir. Busco endereço quando preciso chegar. Busco música quando preciso respirar. Busco filmes para desligar a tv, busco o Headspace para desligar o mundo, busco jeitos de ficar off – ainda que seja uma contradição estar conectado para isso. A busca é um ímã e, quando aprendi isso, passei a usar a internet do jeito mais poderoso – para mim. No campo de busca: pessoas. Assim encontrei amigas e amigos que atravessaram as telas. Pessoas com quem parei de teclar para ouvir e falar. Esqueci o enter e disse, apenas: entra. Minha casa é nossa. Tornou-se essa extensão, pouso, acolhida para quem vem de perto, quem vem de longe, quem me diz, ao longo das buscas, que temos uns aos outros para nos encontrar. Amanhã, aqui, um resultado de busca que me faz acreditar nesta internet. [nessa semana, o calígrafo foi o Google]

Mais respostas:

Patricia Barão, do Inovar.jor

Fabio Seixas, do Festival Path

Julia Duarte, do Tristezinha

Clarissa Passos, do BuzzFeed Brasil

Daniel Larusso, empreendedor

Fernanda Resende e Cristina Zanetti, da Oficina de Estilo

Gustavo Giglio, do Update or Die

André Czarnobai, criador do CardosOnline e escritor

Chico Barney, blogueiro da velha guarda e sócio da agência 301

Fred Di Giacomo, escritor e jornalista

Carol Rocha, publicitária

Liliane Prata, jornalista

Gustavo Mini, publicitário/Conector

Ana Paula Freitas, jornalista/Nexo

Luanda Fonseca, do No Drama Mom

Juliana Cunha, do Já Matei por Menos

Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani ArraisComment