A internet que a gente quer: Patricia Barão

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Adoro acompanhar os posts da Patricia Barão no Facebook. Ela tem um olhar apurado sobre publicidade, sobre como as marcas se comunicam, o que fazem e o que deixam de fazer para os clientes. No meio do caminho, ainda tem espaço pra humor e, também, para uma ótima curadoria de links. Nada melhor, então, do que chamá-la para contribuir com a #ainternetqueagentequer.

"Publicitária de formação, trabalhei com planejamento e gestão de projetos digitais em grandes agências de publicidade e Public Relations. Há 3 anos me tornei mãe e resolvi equilibrar melhor a vida pessoal e o trabalho. Resolvi investir em um projeto de conteúdo, o inova.jor (www.inova.jor.br), com editoria do jornalista Renato Cruz. O site quer mostrar uma nova perspectiva sobre a inovação no país e como aplicar tudo isso nos negócios e na vida", conta.

Para acompanhá-la > www.inova.jor.br + Facebook

#ainternetqueagentequer por Patricia Barão

Talvez eu seja muito otimista com o presente e o futuro da internet. Apesar da gente viver um momento cheio de mágoa com ela e muitos questionamentos sobre o quanto a rede pode nos fazer mal.

Nos 22 anos de internet comercial no Brasil a gente já passou por muitas fases.

Teve o momento de conversar anonimamente, a descoberta do potencial das redes sociais, o mundo virando digital, negócios tradicionais procurando um meio de sobreviver na rede, pessoas que conseguiram destaque profissional só por entender como isso tudo funciona e discussões que ajudam a gente a entender o mundo.

Só que teve também a vigilância, o assédio, o bullying e a humilhação na rede. E, com eles, a necessidade de se pensar em cidadania digital.

A internet que eu quero entende a importância de todos terem voz e presença, mas sabe que, sem respeito e um uso responsável e ético, não vamos para lugar algum.

Algo que virou nossa extensão, por meio dos dispositivos móveis, não pode provocar a perda da confiança nas pessoas, o desânimo sobre o futuro, o stress, o medo dos danos à reputação.

Eu acredito em uma internet feita de ideias e conhecimento. Eu acredito em uma internet feita por pessoas, governos e empresas.

Não existe mais como dizer que a internet é só nossa, então temos de cobrar de setores públicos e privados o mesmo respeito que cobramos das pessoas. Que eles sejam transparentes e responsáveis com os nossos dados, com o que é feito da publicidade digital, com o controle sobre a segurança digital.

É preciso cobrar e apoiar o envolvimento deles para disseminar a cidadania digital. Que o dinheiro que nós vamos entregar para eles, ao consumir seus produtos ou por meio de impostos, seja utilizado para incentivar a internet que a gente acredita.

E, por fim, entender que também é nossa responsabilidade disseminar a ideia de que ser um agente online não é ser um antagonista da cidadania. Aproveitar todos os contatos, todos os canais, para ensinar o pouco que sabemos sobre segurança, a importância do debate e as consequências de tentar usar a rede para prejudicar alguém.

Mais respostas:

Fabio Seixas, do Festival Path

Julia Duarte, do Tristezinha

Clarissa Passos, do BuzzFeed Brasil

Daniel Larusso, empreendedor

Fernanda Resende e Cristina Zanetti, da Oficina de Estilo

Gustavo Giglio, do Update or Die

André Czarnobai, criador do CardosOnline e escritor

Chico Barney, blogueiro da velha guarda e sócio da agência 301

Fred Di Giacomo, escritor e jornalista

Carol Rocha, publicitária

Liliane Prata, jornalista

Gustavo Mini, publicitário/Conector

Ana Paula Freitas, jornalista/Nexo

Luanda Fonseca, do No Drama Mom

Juliana Cunha, do Já Matei por Menos

Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning