A internet que a gente quer: Oficina de Estilo

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A Oficina de Estilo teve um papel fundamental na existência da Contente. Foi a Fernanda Resende, metade da ODE, que nos deu o empurrão inicial. Ela falava: "Vocês são muito apaixonadas por internet, têm que trabalhar juntas!". Eu e a Lu concordávamos, mas ainda não sabíamos o que queríamos fazer... Foi então que a Fê nos deu nosso primeiro trabalho. Basicamente, repensamos a presença digital da ODE, isso em 2009/2010. Eu cuidei dos textos, a Lu da arquitetura de informação. E entregamos nosso primeiro trabalho como Contente, o que depois trouxe mais outros.

É tão bom relembrar essa época, praticar realmente a hashtag gratidão e ver que nos encontramos pelos caminhos da internet até hoje. A ODE pensa constantemente sobre a internet que quer. A dupla foi capaz de deletar uma fanpage com milhares de fãs no Facebook porque estava interessada em uma troca mais próxima, mais efetiva. E elas fazem isso muito bem. A cada 15 dias disparam uma newsletter com texto gostoso e ótima curadoria de diversos assuntos. No Instagram, além de deixarem o feed bem bonito, reúnem dicas preciosas sobre o que vai no guarda-roupa, onde encontrar produtores que estabelecem uma nova relação com roupas e acessórios, e, principalmente, falam sobre a nossa relação com o consumo, com nossos corpos, criando conversas relevantes. Somos fãs!

Para acompanhá-las > www.oficinadeestilo.com.br + Instagram + Twitter + Pinterest

(A foto é do Pedro Pinho)

#ainternetqueagentequer por Fernanda Resende e Cris Zanetti, da Oficina de Estilo

A gente aqui na ODE tá começando a pensar que a internet é só mais um veículo disponível pra fazer o que é entendido/sabido/conhecido como inerente ao ser humano: criar vínculos, estabelecer relacionamentos, se conectar com outros seres humanos. Então as conversas que a gente procura fazer acontecer na vida offline são as mesmas que fazem a gente PIRAR quando acontecem também na rede mundial \o/ e idealmente elas são:

-mais aprofundadas, sem afobação #véias,

-com mais trocas significativas (mais idéias e menos adjetivos vazios),

-com menos ‘pessoas-exemplo’ e mais ações coletivas,

-com mais cooperação e menos comparação.

Especialmente com mais espaço e mais tempo: a gente tá começando a voluntariamente se esforçar pra entender o ponto de vista do outro, sem precisar reafirmar o próprio ponto de vista na tentativa de convencer e “igualar” — é no diferente a gente tem crescido e aprendido cada vez mais. Tentando fazer acontecer no online um envolvimento “olho no olho”, conseguir escutar pra depois falar :) uma coisa de cada vez pra, pelo menos, formular devolutivas que acrescentem tanto quanto qualquer conteúdo antes compartilhado.

“Em vez de imitar os traços superficiais, devíamos tentar reproduzir as virtudes subjacentes. É preciso pensar criativamente em função do que já se tem.” (John Armstrong)

A gente AMARIA conversar com quem quer conversar de verdade, e não só com quem só tá online porque tá entediado numa sala de espera de médico, ou esperando um filme começar no cinema, ou enquanto faz outra atividade qualquer ao mesmo tempo.

Seguimos acreditando que “é dando que se recebe”, produzindo conteúdo com intenção, atenção e disciplina — pra sentir que a nossa parte tá sendo feita. A gente tenta, o tempo todo, driblar a entrega preguiçosa dos algorítimos pra buscar novos caminhos, exercitando “descobertas” de link em link, insistindo em visitar blogs, deixar comentários e, se der, marcando encontros na vida real pra continuar as conversas. <3

Mais respostas:

Gustavo Giglio, do Update or Die

André Czarnobai, criador do CardosOnline e escritor

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Fred Di Giacomo, escritor e jornalista

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Luanda Fonseca, do No Drama Mom

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Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

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Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani Arrais4 Comments