A internet que a gente quer: Lua Fonseca, do No Drama Mom

lua Lua Fonseca é mãe de João, Irene e Teresa. Já foi publicitária e consultora de estilo. Hoje é doula e estuda terapias alternativas. Enquanto se reinventa e se desvenda, alimenta a hashtag #nodramamom (e o blog de mesmo nome) com seus relatos sem firulas sobre a maternidade. Seus posts comovem pela sinceridade, pela entrega. Em um mundo geralmente tão cheio de idealizações, a vida real acaba reverberando muito bem.

Ao mostrar o cotidiano dos filhos, Lua não tem medo da exposição. Compartilha alegrias e angústias e acaba criando uma comunidade de mães e pais, atuais e futuros, que querem criar melhor seus filhos - e sabem que, para isso, toda troca é mais do que bem-vinda.

Pra acompanhar no Instagram: instagram.com/luabfonseca

#ainternetqueagentequer por Luanda Fonseca, do No Drama Mom

Todos os dias eu desacredito e acredito na humanidade, dependendo dos blogs, links, portais ou perfis que leio na internet. É uma roda viva de sentimentos e sensações que me alimenta, mas também aprisiona e que me leva ao eterno dilema de amar e odiar a internet, querer ficar e fazer parte dela ou deixá-la de vez. São os execessos que me cansam e as possibilidades que me animam. Nessa busca pelo equilíbrio na relação é que eu penso a internet que eu quero.

Faço parte ativamente da intenet das mães. Escrevo blog e posts no instagram relatando as minhas impressões sobre esse universo rock’n’roll e pelo alto grau de exposição que faço de mim e dos meus filhos, eu preciso confessar: a internet é generosa comigo. E a razão disso é simples: estou ali 100% de verdade. Mas sei que o nível de fofura é inversamente proporcional ao nível de tolerância e que a internet reproduz quem somos em sociedade. O que vemos na real, é julgamento e toda sorte de comportamento negativo. Se blindar diante disso e não fazer parte desse ciclo vicioso é que é a grande virada da internet. É preciso aproveitar as conexões reais que a internet proporciona. É preciso escolher os caminhos e encontrar os lugares que a queremos pertencer. A internet que eu quero é uma grande facilitadora dessas conexões. É um lugar amigável e generoso. É um lugar de trocas intensas e de aprendizados.

Para fazer isso acontecer no meu dia a dia, eu simplesmente me coloco à disposição. Estou ali para dialogar. Não sei de nada, não tenho receitas de sucesso. Apenas compartilho. Se, ao final do dia eu inspiro alguém, é simplesmente por que estou próxima. Tenho as mesmas angústias e questões, mas chamo quem me lê para uma boa conversa. Acredito nesse caminho, nesse modelo e quero mais. Quero reafirmar que é possível, que a gente dá conta e que se não der, no dia seguinte, tudo recomeça, inclusive nós mesmos.

Quem já passou por aqui:

Juliana Cunha, do Já Matei por Menos

Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani Arrais1 Comment