A internet que a gente quer: Clarissa Passos

clarissa-passos
clarissa-passos

Quando a gente quer se divertir na internet, o BuzzFeed é o endereço certo. Onde mais vamos fazer um teste do tipo "Quem é você na fila do self service?". Convidamos a Clarissa Passos, editora de entretenimento no BuzzFeed Brasil desde 2014 para falar sobre #ainternetqueagentequer.

Antes de ocupar o cargo, Clarissa foi editora do núcleo feminino do portal iG e escreveu como freelancer para revistas como "Superinteressante", "Galileu" e "Aventuras na História". "Ex-blogueira, viciada em criar Tumblrs e grande apreciadora de viagens e de pastel de feira (e quem não é, não é mesmo?), nas horas vagas lapida teorias sobre comida e escreve onde der sobre qualquer coisa", diz.

Para acompanhá-la > www.buzzfeed.com/clarissapassos

Ah, aproveitamos pra relembrar outro post: Buzzfeed muito além das listas, com uma entrevista com a Manuela Barem, editora-chefe do Buzzfeed Brasil, falando sobre como o portal tem investido em jornalismo também.

#ainternetqueagentequer por Clarissa Passos

Só melhora ou Porque temos motivos para acreditar que a internet de hoje é melhor que a de 15 anos atrás.

Pensei por bastante tempo na pergunta proposta a ser respondida neste espaço: a internet que eu quero e o que eu faço por ela. De cara, me ocorreu uma resposta tão simples que o resto dos dias foi só pra confirmá-la mesmo: a internet que eu quero é esta mesma que está aí.

Sou uma otimista inveterada porque para mim é muito simples ver que as coisas raramente andam para trás de maneira consistente. Podemos ter retrocessos, sim, e é duro viver na época e lugar em que eles estão acontecendo (a gente que o diga!).

Mas, de uma forma geral, as coisas estão sempre melhorando (como diziam os Beatles). No mundo de hoje, as pessoas vivem mais tempo, com mais direitos e mais acesso à saúde e educação do que jamais viveram. Isso quer dizer que somos mais felizes? Claro que não. Até porque felicidade é uma questão de foro pessoal.

A internet que eu quero é justamente a que tá aí porque ela é mais inclusiva do que jamais foi. O acesso à rede, que começou com uns poucos punhados de estudantes da USP em 1994, saltou para 2 milhões de brasileiros em 1998* e, menos de 20 anos depois, em 2016, contabilizava 102 milhões** de pessoas. Benzadeus.

Com mais gente, a polarização se intensifica, mas a pluralização também. Mais assuntos são debatidos. Mais estéticas são expressadas. Tem mais gente para conversar. Tem mais clubinhos de interesses comuns sendo formados. Tem mais doido. Tem mais lúcido. Tem mais gente dentro do que fora, com tudo que isso acarreta, e isso é sempre mais legal quando estamos falando de processos de comunicação, de processos históricos.

O que eu faço por isso não é muito, na verdade. Porque, como quase tudo de realmente grandioso, acontece por si. Mas, como jornalista de internet há muitos anos, blogueira da primeira geração, viciada em criar tumblrs superefêmeros e heavy user de redes sociais, em quase todo conteúdo que publico penso, no fundo, em falar com as pessoas. Com o maior número de pessoas. Que seja sempre assim.

* dados de uma pesquisa do Datafolha ** dados da TIC Domicílios 2015/2016

Mais respostas:

Daniel Larusso, empreendedor

Fernanda Resende e Cristina Zanetti, da Oficina de Estilo

Gustavo Giglio, do Update or Die

André Czarnobai, criador do CardosOnline e escritor

Chico Barney, blogueiro da velha guarda e sócio da agência 301

Fred Di Giacomo, escritor e jornalista

Carol Rocha, publicitária

Liliane Prata, jornalista

Gustavo Mini, publicitário/Conector

Ana Paula Freitas, jornalista/Nexo

Luanda Fonseca, do No Drama Mom

Juliana Cunha, do Já Matei por Menos

Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Dani ArraisComment