A internet mexe com as nossas emoções. Como lidar?

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Passei uma semana sem vontade de postar. Tava sem assunto, cansada da treta nossa de cada dia. Vi os stories da @rafacappai falando sobre como não devemos construir negócios em uma casa alugada, ouvi a @natalyneri falando sobre blogar na velocidade da vida, a @feneute dizer que quer experimentar formatos pra não ser refém de regras que mudam constantemente, a @eagoraisadorarepensando o que faz aqui. Pra completar, vejo que a @baldin.debora resolveu colocar o autocuidado em prática e vai dar uma pausa no canal.

Tantas falas me levam a uma mesma constatação: nossas emoções estão diretamente ligadas à forma como as redes sociais funcionam.

E elas funcionam como uma máquina caça-níqueis. Sabe aquela que você gira e se der certo mostra três imagens iguais? Então, é a mesma coisa. Quando entramos aqui, jogamos com a surpresa, pro bem ou pro mal. Às vezes recebemos muitos likes e comentários - e nosso cérebro recebe uma descarga de dopamina, que alegria! Em outras, não temos tanta resposta! É fácil desanimar...

Me peguei esses dias pensando se falo do que falo porque é o que quero falar ou se é porque funciona. Será que o texto que escrevo não entrou em um formato que “agrada”? Dá pra falar de um jeito mais duro em um ambiente em que todos estamos colocando nossa melhor versão? Falar está atrelado a ser ouvido sempre? E o que a gente faz quando o algoritmo muda as regras e os posts aparecem menos? Será que tenho que falar da polêmica do dia, ou mais vale estudar sobre o assunto antes de dar opinião?

Não sei se é o meu olhar que tá direcionado pro assunto, mas ver tantas mulheres que admiro questionando formatos me fez pensar ainda mais. O que a gente faria se não dependesse tanto da resposta do outro, na internet e fora dela?

Na internet que eu quero, tenho vontade de ficar cada vez mais conectada comigo (e entender o que me importa de verdade), e não com números e algoritmos e melhor horário pra postar e será que essa foto funciona. Uma construção diária, né?