#entrevistascontentes: Monique Evelle, criadora do Desabafo Social
O que a gente chama hoje de empreendedorismo, nós mulheres negras da periferia sempre chamamos de sobrevivência.
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Aos 16 anos Monique Evelle criou o Desabafo Social, uma série de iniciativas para promover direitos humanos para crianças, adolescentes e jovens. Hoje, aos 22, ela tem um currículo impressionante. Jornalista, curadora e empresária, é idealizadora de diferentes negócios sociais da comunicação, educação e empreendedorismo sustentável. Como sempre aprendo com as histórias de outras mulheres, fui procurá-la para conversar - e saber um pouco do que ela pensa sobre internet.

Antes, vale demais assistir a esse TEDx dela:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E saber o que ela tem feito também: “Tenho transitado nas áreas de inovação social, cultura e economia criativa, a partir do Desabafo Social, Radar.vc e Evelle Consultoria e, depois de ter viajado algumas cidades brasileiras pesquisando sobre inovações políticas nas periferias pelo Instituto Update, estou pesquisando como as novas tecnologias podem melhorar a democracia que temos. Depois que sai do Profissão Repórter, estou desenvolvendo estratégias e produção audiovisual em entretenimento e impacto social na Bossa Nova Group, segunda maior produtora do Brasil, fazendo curadoria para alguns eventos e logo mais lançarei uma novidade”, resume.

Como você enxerga a internet hoje? É um ambiente diverso, é um espaço que precisa mudar muito até ser bom para mais gente? O que te encanta e o que te angustia na rede?

A internet é como se fosse a rua, e na rua a gente encontra de tudo e principalmente situações que não estão sob nosso controle. É um ambiente que ao mesmo tempo serve como caixa de ressonância de temas importantíssimos (feminismo, contra racismo etc) mas também serve para manutenção de velhos costumes que são as opressões. Resumindo, a internet é um campo minado, porque a vida, a rua é assim, e na internet não seria diferente.

A Contente criou a hashtag #ainternetqueagentequer e gosta de perguntar sobre isso. Então, lá vai: como é a internet que você quer que exista?

Descentralizada. Uma internet que não se resuma em Google e Facebook.

E o que você faz para contribuir com essa internet?

Co-crio outras narrativas unindo vivências, técnicas e estudos. Crio outras ferramentas que preservem nossas privacidade e assim por diante.

E compartilha o que mais tem te tocado ultimamente? O que você tem vontade de contar pra todo mundo, para que mais pessoas façam parte do que te move?

Confesso que estou numa saga de pensar formas de exercitar uma democracia líquida e como posso mudar o sistema político a partir das novas tecnologias, como blockchain, sem precisar me candidatar. Então estou imersa nesse universo e testando algumas possibilidades.

Mais Monique: moniqueevelle.com.br